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sábado, 28 de março de 2020

RODÍZIO LITERÁRIO - 2ª Edição.


Queridos aventureiros (as) literários!

Hoje era para ter acontecido o segundo encontro do Rodízio Literário, e como de costume eu postaria aqui um relato de como foi e do que rolou. No entanto, por conta dessa pandemia (Covid-19) que nós estamos enfrentando, o encontro não aconteceu. 

O rodízio terminou, todas leitoras inscritas conseguiram terminar a leitura do livro "tudo Nela Brilha e Queima", da Ryane Leão,  mas infelizmente não podemos nos encontrar e fazer a partilha das impressões da leitura. É uma pena porque está um sábado muito lindo, sol gostoso e uma numa tarde de outono maravilhosa!!!! Então que pena não poder estar juntas celebrando a literatura, a poesia e falando dessa poeta incrível.

Mas para não ficar assim em branco, resolvi montar uma playlist com alguns poemas dela recitados. Além de poemas deste livro que lemos no rodízio, acrescentei alguns do segundo livro que também é massa! Assim já aproveitei para inaugurar nosso perfil no Soundcloud e em breve teremos mais poesias além dessas recitadas lá, ok? 

Como disse na resenha do livro, essa poesia foi inspiradora para mim e me lembrou várias cantoras incríveis, ícones do jazz, soul, pop e rock que usei como fundo musical, meio improvisado, mas dá pra entrar no clima hehehe. Rolou até  Paco de Lucia e Miles Davis lá, mas é porque bateu uma vontade de dançar também.

Confiram a playlist poética, em homenagem a nossa autora da vez! CLIQUE AQUI. 

Para saber mais sobre o que é e como funciona o Rodízio Literário , CLIQUE AQUI. 


Karina Guedes
@okarapoetica


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

2º RODÍZIO LITERÁRIO! "TUDO NELA BRILHA E QUEIMA"

Com muita alegria venho dizer que já está rolando o nosso 2º Rodízio Literário.!!!! 

A ideia é fazer um livro circular e passar de mão em mão, para que mais pessoas possam ter acesso à leitura. E depois, ao final do rodízio fazemos um encontro para conversar sobre o livro. 

O livro da vez é Tudo nela brilha e queima, da talentosa Ryane Leão. 

Com uma métrica própria, versos intensos, Ryane Leão nos convida a poetizar  e dar vida à nossa voz e nossa poética mais íntima.  Afinal, sua poesia é como um chamado para a coragem de questionar, protestar e amar.  Empoderamento, reflexões, desilusões, recomeços,  dilemas do feminino, luta e  muita paixão pela palavra , são marcas de seu trabalho.  Ryane começou publicando seus poemas em lambe-lambes e espalhando pela cidade, e também no Twitter.  O projeto @ondejazzmeucoracao, tem milhares de seguidores e propõe um grito de poesia e de luta.  Difícil não se entusiasmar com versos tão poderosos que soam aos nosso ouvidos como gritos de dor, amor e resistência!

Acompanhe as edições e convites para participar no Instagram: @okarapoetica . Segue lá! 

Em breve infomarei quando e onde será o próximo encontro. 

Inté!




#rodizioliterario
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#acessoaleitura
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

FLIM 2019 ! A FESTA DA PALAVRA VIVA!


Debates intensos, música, literatura e muita poesia. Foi intenso! Uma festa literária com as mais diversas formas de manifestações da palavra. Ancestralidade, oralidade e lugar de escuta foram chamados constantes durante as diversas mesas. Resgatar as origens da literatura, se colocar no lugar do outro, ouvir silêncios. Eis o convite posto para as muitas leituras de incontáveis narrativas. Resistência é palavra de ordem para o atual momento em que vivemos. E nesses dias de festa literária, vi a literatura resistir, insistir e acontecer. É impossível sair de um encontro desses sendo a mesma pessoa de antes. Difícil traspor em poucas palavras todas as emoções vividas, mas tentarei contar um pouco do que senti nesses dois dias que participei. 

Um dos momentos mais marcantes para mim foi a mesa literária "Lugares e Falas" com a presenta da escritora a Eliane Potiguara e por mais dois escritores incríveis, que até então eu não conhecia. Amara Moira e Marcus Groza que com suas falas provocadoras e cativantes fizeram do encontro um momento intenso de falas e escutas.

Particularmente me emocionei muito a presença da Eliane Potiguara e vou contar por quê: ela foi uma grandiosa inspiração quando comecei a descobrir lá nos idos de 2010 a recente, e até então meio desconhecida nos meios acadêmicos, literatura indígena em língua portuguesa. Naquela época participei de um Sarau das Poéticas Indígenas na Casa das Rosas em São Paulo e ali conheci pessoalmente Daniel Munduruku e Carlos Tiago e através deles descobri a literatura indígena e outros escritores como Eliane Potiguara. Foi então que decidi conhecer mais de perto essa literatura “emergente” e fazer o trabalho de conclusão de curso de letras sobre esse tema.
A princípio queria fazer a análise do livro da Eliane, mas estava muito difícil consegui um orientador na faculdade. Sempre que eu abordava um professor e expunha meu tema, recebia uma recusa. Alguns simplesmente me desestimulavam abertamente, dizendo que eu deveria dissertar sobre autores mais conhecidos, tipo Clarice Lispector e Machado de Assis. E eu dizia, “tenho todo respeito a esses escritores maravilhosos e consagrados, mas quero falar de gente viva e da literatura que está sendo criada neste momento”.  Por mais que no fundo eu não soubesse exatamente que ponto da literatura ou textualidades indígenas iria abordar, tinha certeza de que esse era o assunto que precisava ser discutido num curso de letras. E queria muito trazer essa expressão literária para minha realidade de estudante e futura professora. Mas foi bem difícil, os professores simplesmente não me davam ouvidos. Até que um belo dia, conversando com a querida  professora de literatura infantojuvenil e explicando minhas descobertas, ela perguntou se não tinha nenhum autor “desses indígenas” que tinha escrito livro para criança. Na hora me lembrei do primeiro livro do Daniel Munduruku que li e disse que sim. Então, a professora disse que talvez pudesse ser minha orientadora, apesar de não saber nada sobre esse tema. Aceitei esse talvez como um sim e comecei o meu trabalho. 
Não pode ser com o livro da Eliane como eu havia pensado inicialmente, mas pode ser com o do Daniel e foi maravilhoso também. Porque acabei abrindo a mente para a ideia de que a literatura indígena pode e deve compor a gênese literária na formação de pequenos leitores, dissertei sobre isso no TCC (que pode ser lido aqui).  E foi muito bom trilhar esse caminho. 

Portanto, a presença da Eliane ali na frente, e mais que isso suas palavras carregadas de ancestralidade, sabedoria e resistência, me lembram do quanto valeu a pena insistir em continuar buscando e conhecendo autores indígenas e ter feito o TCC sobre esse tema. Foi marcante e fundamental para minha formação e primeiros passos como professora. A literatura étnica precisa e deve estar presente não só nos currículos, mas em nossas práticas e vivências diárias em sala de aula. Mais do que instrumento de letramento, é alimento para a elevação da consciência de quem nasce em um país tão diverso culturalmente e tão plural como o nosso Brasil.

Uma mesa carregada de sabedorias

Quando a apresentadora Adriana Couto perguntou como a palavra chegara a cada um dos autores ali presentes, Eliane contou que para ela a palavra chegou com o olhar. Voltado para as histórias de suas avós, tias e mulheres de sua comunidade. Histórias que precisavam ser escritas e contadas.
O que faz muito sentido, pois a literatura começa na tradição oral. Ou seja, a palavra vem de dentro de nós e ter um olhar para essas narrativas que resgatam nossa ancestralidade, é ver a “voz do oprimido que as sai pelas unhas”, grito que emana das entranhas do ser para se fazer conhecer e ser visível. A fala que habita nosso território mais íntimo, apenas procura um espaço onde possa se manifestar livremente. Porque lugar ela já tem, que é dentro de cada um de nós. 

Ser protagonista da própria história, ser escritor e personagem da narrativa que vivemos, faz com que a literatura seja também um lugar ativo. Através de nossas narrativas, denunciamos as injustiças do mundo, compartilhamos nossas dores e nossos devaneios, e ativamos no leitor a empatia e a sensação de não estar só. A literatura ativista, torna-se então um lugar de falas que se encontram, fazem coro e gritam: resistência! A palavra que habita em nós faz da vida palco e dramatizamos cotidianamente a literatura que inventamos para nosso ser.  Seja ao som do despertador que acorda o corpo ou dos tambores que despertam a alma, vivemos a cada amanhecer um capítulo de nossa luta. E haja vida! Pois, sempre haverá história para contar! E onde houver opressão, haverá resistência!


O fim da tarde de sábado.

A última mesa do dia, "Fé na Palavra",  foi com dois escritores que eu ainda não pude ler, mas já estão na minha lista. Ainda mais agora, depois de ouvi-los e sentir o reverberar de suas palavras em ressonâncias com minhas inquietações, Maria Valeria Resende e Ronaldo Correia de Brito. A missionária e o médico, a fé e a cura tecendo caminhos para a libertação da palavra. No princípio foi o verbo e no fim, o que será?
A linguagem articulada, a fabulação, o poder de dizer o indizível nos torna humanos e a literatura nos faz ainda mais humanos, disse Maria Valéria. Demasiadamente comunicativos, pensantes, viventes. Filosofamos a dor e o amor, e a palavra registra os caminhos que na aventura chamada evolução. Se antes imprimíamos nossos devaneios em paredes lambuzadas de terra, cuspe e suor, hoje carimbamos a polpa das árvores encadernadas em folhas de diferentes gramaturas que carregam na leveza de linhas sem pautas, o peso de nossas falas gritadas de nossos silêncios. E haja escuta!

Ouvir é letramento. Aprendemos o mundo através das narrativas que escutamos com desejo e amor. Sábio é quem escuta, generoso é o que compartilha sua fala íntima com o intuito de se encontrar com o silêncio do outro. A leitura é viagem e encontro. Nas impressões marcadas, nas pistas deixadas, nas verdades camufladas nas entrelinhas, encontramos muitas vezes verdadeiros emplastos para nossas dores. É a medicina do verbo que vem curar a alma de corpos que jazem na labuta cotidiana. Olhar, ouvir e tocar eis a fórmula prescrita para quem precisa ir além do sobreviver. Olhar para o outro e ver-se a si mesmo enquanto um ser de potência mais ampla. Ouvir nossas vozes mais íntimas e aprender a escutar o próximo que nos chama. Tocar a empatia de quem está do outro lado e reverberar a crença de que podemos juntos atingir um ideal mais elevado. Literatura é também fermento que eleva a consciência da massa, ela só precisa estar no pão nosso de cada dia. Amém!


Outro momento marcante foi o encerramento no domingo

Começando pela apresentação do grupo de Jongo Mistura da Raça que foi linda! Tambores intensos evocando nossa poética para as escutas que vieram a seguir. A homenagem ao Mestre Laudeni foi emocionante, pois nem todos os mestres têm a chance de serem reconhecidos em vida. O canto, a dança e o caxambu, chamados que trazem toda a nossa ancestralidade a pulsar no peito. Dos tambores de África aos lamentos do parto e nascimento do Brasil, tudo é grito, dor, resistência e amor. Escutamos e sentimos, escutamos e nos encontramos em tu que também sou eu, e que se permitirmos podemos ser nós. Desatados e livres das correntes que tentam até os dias de hoje aprisionar nossa alma.

Depois dessa abertura, desse chamado e evocação, Mia Couto nos presenteou com sua presença, de corpo, palavra e alma. Um dedo de prosa tão gostoso que o tempo fluiu sem que nos déssemos conta, como toda boa prosa é capaz de fazer. Trouxe contigo sua simpatia, carinho e amor por nossa gente. Foi como encontrar um irmão que mora longe e chega de viagem nos contando sobre seu mundo, seus caminhos e suas dores que em muito se parecem com as nossas. Nos encontramos na dor e também no amor. Pois, todo sentimento de afeto é recíproco. Em certo momento da conversa ele disse: “As nuvens escuras que assombram o Brasil, nos preocupam em Moçambique”. Sua compaixão nos toca profundamente e a plateia de leitores e curiosos, aplaudiram fervorosamente. 

Neste momento me lembrei das palavras da produtora, “vocês vieram para ouvi-lo”, quando dava explicações ao público sobre o cancelamento da sessão de autógrafos. Sim, ali recolhida no lugar de escuta absorvi com cada palavra que emanava daquele ser que vinha nos prestigiar com sua presença, intensa, sincera e muito acolhedora. Uma presença luminosa, de estrela mesmo. De todas as falas com que Mia nos acolheu, duas me tocaram profundamente. 

A primeira foi quando contou um pouco sobre sua infância e sobre a origem de suas palavras, que vieram de seu silêncio. Isso bateu forte porque levei alguns anos da minha vida para descobrir esse lugar, o lugar do silêncio. Quando cheguei neste lugar sagrado, foi como se tivesse descoberto o maior paraíso dos mundos. Mas infelizmente não é fácil permanecer neste lugar, a labuta cotidiana confisca meu visto de tempos em tempos e preciso sempre o requerer novamente para voltar a este lugar onde posso escutar minhas vozes, me afastar dos gritos que me cercam e tentar compreender os sussurros dos que me amam.

Outro momento de intensidade desse encontro foi quando Mia comentou sobre sua relação entre o trabalho como biólogo e escritor. Ele disse que ser biólogo de certa forma o ajuda a “compreender as linguagens dos outros seres”. Neste momento lágrimas rolaram pelo meu rosto. Porque tenho uma profunda paixão pelos seres de fauna e flora, principalmente as árvores. Seres que venho tentando aprender sua linguagem e me apaixonando por eles cada vez mais. Tem dias que me sinto pássaro e quero sair por aí voando e descobrindo, mas na maior parte dos dias, me sinto árvore e quero ficar e sentir a profundeza do existir.

E claro que não posso deixar de mencionar que ao expressar  sua posição em relação a governos totalitários e sua repulsa a ditadura, Mia Couto fez coro com centenas de vozes que estavam ali, não só porque são leitores e apreciadores literários, mas porque sabem que produzir e defender a expressão literária será um dos grandes desafios deste momento trágico de retrocesso histórico que enfrentamos no Brasil. O escritor, o livro, a poesia são as primeiras ameaças aos chicotes de governos antidemocráticos. Porque é através da literatura que as ideias se manifestam, se proliferam e cavam as asas da liberdade nas costas do oprimido. Aliás liberdade foi a palavra que Mia escolheu para preencher o caderno que todos os escritores das mesas foram convidados a escrever durante toda a Flim. Palavra que dispensa explicação, pois em nossos silêncios compreendermos aquele grito.

Quando pensávamos que era o fim, veio a surpresa. Comovido pelo calor brasileiro (acho), o autor quis receber o público. Num gesto de generosidade e carinho, recebeu e autografou os livros de mais de 200 pessoas que esperaram para poder levar para casa um pedaço de papel com um rabisco de tinta feito pelo escritor.

Enquanto estava na fila observando as pessoas, eu me questionava por que ainda estava ali. O encontro já tinha sido intenso, flamejante, perfeito, o que mais eu buscava? Por que não estava satisfeita ainda? Ao mesmo tempo que me sentia meio ridícula, não conseguia conter o desejo de chegar um pouco mais perto do escritor que tanto admiro. Entrei na sala meio sem jeito e toda estabanada, deixando as coisas caírem no chão de ansiedade, mas de repente quando Mia Couto olho-me nos olhos e disse: olá! O tempo parou e ali naquele momento entendi por que eu quis tanto estar ali tão perto. Era para poder olhar nos olhos daquele que escreveu as palavras que tocaram minha alma desde a primeira leitura. E na transparência e compaixão daquele olhar tudo foi explicado, tudo foi entendido. A única coisa que consegui dizer foi: obrigada por transpor o teu silêncio!

E tudo isso durou poucos segundos que para mim serão eternos, pois cada vez que abrir o livro para lê-lo me lembrarei daquele olhar e será como se estivéssemos de frente um ao outro começando um bom dedo de prosa.

Enfim, esse foi um resumo de dois dias de Flim que pude participar, claro que muitas outras coisas aconteceram e tem mais escritores que quero comentar. Farei isso aos poucos.
A-ho!











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sábado, 31 de agosto de 2019

ENCONTRO - RODÍZIO LITERÁRIO

Foi com o intuito de incentivar a leitura e promover o acesso ao livro que surgiu a ideia do Rodízio Literário. A brincadeira é bem simples, um livro é escolhido, organizamos uma fila e o livro vai rodando de mão em mão entre os participantes. Quem termina de lê se encarrega de entregar para o próximo leitor da vez. Depois que todos (as) lerem, marcamos um encontro para conversar sobre o livro.

O livro escolhido para estréia do Rodízio foi: O Conto da Aia ( Margaret Atwood), e o primeiro encontro para trocar ideias e impressões sobre as experiências literárias, aconteceu com muita alegria e emoção. 

Um encontro divertido, com muito papo, leitura e trocas enriquecedoras.
Mulheres leitoras reunidas numa ensolarada tarde de sábado, no inverno tropical do litoral norte de São Paulo, conexão e sintonia ! 🍀🌷 Ah! E teve o delicioso café do espaço mais formoso da cidade o empório do café Mala e Cuia. ❤

Tudo perfeito! 


Obrigada a todas que participaram. Até o próximo! ;-)


🌵🙌📚


PS: Fotos do encontro no Instagram. Segue lá: @okarapoetica 







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domingo, 7 de abril de 2019

Okara Poética apresenta: Rodízio Literário!

No intuito de promover o acesso à leitura, uma vez que livros são caros e nem sempre as bibliotecas e centros comunitários conseguem atender a demanda de leitores principalmente nos bairros mais periféricos, criamos um rodízio literário para facilitar o empréstimo de livros e também a interação entre leitores.

Como funciona:

  1. Escolhemos um livro para leitura coletiva.
  2. Os interessados se inscrevem e organizamos uma fila. Cada participante ao terminar a leitura, fica responsável por emprestar o livro para o próximo da fila. Ao término do rodízio, marcamos um encontro para trocar ideias e comentar a leitura.
  3. Junto com o livro, emprestamos também um caderno para que cada leitor(a), possa fazer alguma anotação ou deixar suas primeiras impressões da leitura, sem dar spoilers claro!
  4. O prazo para leitura é de 15 dias, podendo ser renovado por mais 15 no máximo. 

Regras básicas:



  • Na contracapa do livro há uma ficha para preenchimento do nome de cada leitor (a), data de início e data de término da leitura.
  • Não se deve escrever, grifar ou danificar o livro. Vamos conservar ao máximo para que mais pessoas possam ler. Para anotações use o caderno.
  • Para que o rodízio seja dinâmico, cada ciclo contará com no máximo cinco pessoas.
  • Informações adicionais, cartinhas, mensagens ou poemas relacionados com tema do livro, podem ser deixados no saco ou escritos no caderno. Essa é uma das possibilidades da leitura coletiva, ampliar a experiencia literária de cada uma a medida que somamos nossas percepções.
  • A sacola literária, o saquinho de pano que guarda o livro e o caderno devem ser mantidos sempre juntos, para que não se perca e também para protegê-los. Quem participa do rodízio se compromete em cuidar do livro como se fosse seu.
  • Ao entrar no rodízio, o leitor (a) precisa se envolver e se comprometer em ler o livro, e tentar não ultrapassar o prazo estabelecido para não prejudicar os outros leitores da fila que estão aguardando para ler o livro.
  • Enquanto o livro estiver emprestado com você, ele será de total responsabilidade sua. Caso haja algum extravio ou perda, o mesmo deve ser ressarcido.
  • Qualquer dúvida, pode-se usar o grupo no whatsapp para entrar em contato. ;-)
Se interessou? Entre em contato: No intagram @okarapoetica  ou deixe um comentário com seu tel para contato;-)

Boa leitura e curta essa aventura!



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#acessoaleitura
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sexta-feira, 1 de março de 2019

OKARA POÉTICA - Um longo percurso...


Tínhamos uma inquietação pulsante em nossos jovens corações, uma vontade de saber mais sobre nós e o mundo, tudo girava em torno das perguntas elementares, Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? O que é ser brasileiro?

O Projeto Okara Poética começou lá na zona sul de São Paulo por volta de 2010, com uma vontade imensa de descobrir e compartilhar. Eu não sabia muito bem o quê e nem com quem. Havia muita inquietação em minha mente e em meu coração, quase explodindo de tanta curiosidade e euforia pelos mistérios que pudesse desvendar. Descobrir mais sobre nós mesmos e nossa cultura brasileira e compartilhar as descobertas com quem estivesse a fim. E de repente encontrei mais gente muito afim, com as mesmas inquietações e vontades. A princípio nos tornamos uma dupla e começamos esboçar caminhos e objetivos para essas vontades. Estávamos muito ligados com estudos sobre a cultura indígena e cultura popular brasileira. Escrevi então, um artigo sobre a recente literatura indígena em língua portuguesa que começava a ganhar espaço no meio literário e fiquei fascinada por ela. (Esse artigo foi meu TCC do curso de Letras)

Ao compartilhar vontades e descobertas com mais pessoas afins, em pouco tempo tínhamos um grupo. Éramos então cinco pessoas de diferentes áreas de estudo interessados em saber mais sobre as raízes formadoras da cultura brasileira. Começamos a dar vida ao projeto. Fizemos um sarau inesquecível e começamos a sonhar com novos rumos. Seguimos juntos por algum tempo, até que infelizmente o grupo se separou. Novas vontades e inquietações surgiram nos corações de cada um e novos caminhos também. Mas pra mim o Okara era algo muito mais forte que um projeto, algo que até hoje tenho dificuldade de explicar em palavras, algo que sinto pulsar intensamente em meu coração e que precisa acontecer. Então guardei-o no peito para que voltasse a vida quando fosse a hora. 

Bem, minha trilha de projetos pessoais trouxe-me para o Litoral Norte de São Paulo e aqui estou desde 2014. Durante o difícil começo de uma nova vida à beira mar, cheguei a pensar que o Okara Poética teria sido só um sonho de juventude, mas os ventos do sul sopraram forte em meu coração e reacenderam a vontade de descobrir e compartilhar tudo de novo. E foi assim que em 2017 retomei as trilhas da literatura. Retomei os estudos sobre a literatura indígena (que a essa altura já estava sendo chamada de textualidades inndígenas), que me levaram para os caminhos das narrativas ancestrais e do fascínio que nós seres humanos temos pela ficção, pelas histórias, pela manifestação da palavra. A poesia sempre fez parte da minha vida e hoje é um dos mais fortes motivos para me manter de pé e seguir em frente. “Sempre em frente” me disse o poeta...

Portanto, eis me aqui. Levantando a Okara Poética novamente! A-ho!

As pessoas têm me perguntado, mas o que é Okara Poética afinal?  Bem, aprendi há muitos anos atrás que Ocara (okara) é uma palavra que em tupi-guarani significa o centro da aldeia, onde se realizam as manifestações, as festas, os ritos, o lugar daquilo que é comum, público, te todos sem exceção! (Em oposição a Oca (oka), que seria um espaço mais ou menos reservado). O que seria equivalente em português a palavra praça. Mas descobri recentemente que os gregos, por incrível que pareça, também tinham uma palavra que representava a mesma ideia: Ágora. Incrível, não? 

Pra mim ficou marcado desde o início essa ideia de um espaço coletivo para o fruir da poética! E isso não saiu da minha cabeça e daí vieram as outras ideias. Adorei essa palavra, para mim é como um chamado e hoje faço dela meu território, meu lugar, minha aldeia, onde convido a todos para brincar de poesia comigo. \o/

Sendo assim, Okara Poética torna-se um lugar, físico ou não, para nossas manifestações, onde os diversos tipos narrativas e celebração da palavra ganham voz e luz, emanando e compartilhando a poética que habita em nós. 

Este blog é só um ponto de encontro para orientarmos nossas bússolas e seguirmos juntos nas trilhas da literatura e das fruições e curas que ela é capaz de nos trazer. Aqui, compartilho leituras, vivências literárias, fruições artísticas e convites para atividades culturais. A ideia é sempre incentivar a leitura e fomentar a curiosidade pela leitura e pelas nossas culturas. Sejam todos e todas muito bem vindos (as)!

Viva a poesia! Viva a literatura! Viva essa vontade nossa de ir além e buscar algo a mais!

A-ho!

Karina Guedes

@okarapoetica

sábado, 17 de março de 2012

1º ENCONTRO DOS OKAREIROS EM 2012


Ideias, inquietações, sonhos e arte. Andamos por aí, nos alimentando, nos fortificando. Mas precisamos nos encontrar, trocar, somar para frutificar toda essa vontade de arte que existe em nós.

Sábado, 17 de março, no Centro Cultural São Paulo, às 19H30.

Inté e axé!