- A obra foi adaptada para televisão em 1978 , e tinha Suzana Vieira e Rubens de Falco no papel do casal Marina e Roberto.
- Sobre a suposta questão do plágio que Carolina Nabuco comenta em seu livro de memórias, em relação ao romance Rebecca de Daphne Du Maurier (resenha aqui), comentei em outro texto somente sobre isso, que você pode LER AQUI.
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
A SUCESSORA - Carolina Nabuco
ENCARNAÇÃO - José de Alencar

sexta-feira, 1 de maio de 2020
METADE CARA, METADE MÁSCARA - Eliane Potiguara
No início são apresentadas informações e reflexões sobre identidade, invasão das terras indígenas e migração. Acontecimentos que vão colocar os povos indígenas em marcha e em luta pela sobrevivência.
Ao relatar de forma brilhante a diáspora indígena, a autora denuncia verdades sobre o doloroso processo de colonização, chamando atenção para as questões que tangem especialmente a mulher indígena. O olhar feminino está presente em toda obra, colocando em evidência o universo feminino com textos que abordam: amor, família, pertencimento, violência, identidade e direitos humanos, entre outros temas. E essa temática se concretiza em torno das histórias das mulheres, ou seja, aquelas que não foram contadas.
Ancestralidade, espiritualidade, culto a terra e a busca pela preservação da identidade são assuntos abordados e colocados em questão pela autora. A narrativa se encerra tecendo uma verdadeira evocação de luta e resistência. Toda essa presença indígena traduzida numa composição lírica inclassificável, se desenvolve numa trama minuciosamente construída entre a prosa e a poesia.
A tessitura da composição estética traz sons, cores e vozes de povos que contam sua própria história, fazendo-se sujeito e personagem ao mesmo tempo. Eliane Potiguara cria um caminho didático ao apresentar textos de gêneros diversos, de modo que fica colocado para ao leitor as diferentes portas abertas que ele poderá adentrar para compreender as questões sociais colocadas e posições políticas defendidas. É como se ela usasse diferentes códigos para transmitir a mesma mensagem.
Ao contar a história e movimentos de Jurupiranga e Cunhataí, a autora vai usar poesia e prosa poética como forma de transmitir a imagem, presença e trajetória da família indígena simbolicamente representada por esses personagens. A linguagem do livro se dá numa mistura textual, tão bem elaborada que nos envolve, nos intriga e nos comove do começo ao fim.
Há muito tempo que eu queria ler esse livro e quando finalmente consegui foi um baque forte, porque Eliane tem um jeito muito próprio de narrar, relatar, contar. Os caminhos que ela escolhe para trazer seu pensar são sempre um convite a uma experiência desafiadora de leitura. Tanto do ponto de vista da fruição literária, quanto do ponto de vista da reflexão política. Ela nos envolve, nos faz pensar e ver tudo com outro olhar. O olhar de quem durante todo esse tempo, esteve do outro lado, o lado dos oprimidos e silenciados. E isso mexe com a gente, nos transforma.
Ao final da leitura a sensação foi como se aqueles personagens indígenas de que tanto ouvimos falar nas aulas de história, de repente saíssem do livro e dissessem: Agora sou eu que vou falar. Ouça. E você se vê, não diante de uma nova versão da história, mas sim de outra história. Aquela não contada, escondida embaixo do tapete, ou até mesmo apagada da chamada historiografia oficial.
Ler Eliane Potiguara é como receber um orelhão na cabeça, porque não é só uma ficha que cai, são várias. Ela tem um jeito didático/poético/único de contar verdades e nos ensinar a reconhecer mentiras. Aliás, essa foi uma impressão que ficou muito forte para mim, quanta mentira nos contam sobre os indígenas e nós na inocência ou na preguiça, simplesmente acreditamos.
Tenho dedicado um tempo da minha vida e do meu coração, para entender os movimentos indígenas. E ler a literatura que se escreve a partir daí, para mim é sempre a melhor e mais deliciosa trilha. Adoro ler livros, artigos, músicas, textos de todos os tipos escritos por indígenas, porque é como se eu adentrasse nas aldeias, das florestas ou cidades, como convidada e não como intrusa. E eu adoro ser convidada a conhecer o outro a partir de sua própria perspectiva. Para mim é uma honra.
SOBRE O AUTORA:
Profª Eliane Potiguara é escritora, poeta, ativista, empreendedora social de origem étnica potiguara de seus avós, migrantes nordestinos. É formada em Letras e Educação pela UFRJ e extensão em Educação e Meio ambiente pela UFOP. É contadora de histórias. Nasceu em 29/09/1950 na cidade do Rio de Janeiro. Recebeu o título de Cavaleiro da Ordem do Mérito Cultural do Brasil pelo Ministério da Cultura entregue em mãos pela Presidência da República. Fellow da organização internacional Ashoka (empreendedores sociais), fundadora do GRUMIN (Grupo Mulher - Educação Indígena) e Enlace Continental de Mujeres indígenas e Embaixadora da Paz pelo Círculo de Escritores da França. Participou da elaboração da Declaração Universal dos Povos Indígenas/ONU por 6 anos nas sessões em Genebra. Possui 7 livros publicados. Teve seus textos publicados em diversos sites, antologias e e-books nacional e internacional. Premiada pelo Pen Club da Inglaterra e Fundo Livre de Expressão (USA).
EMBAIXADORA UNIVERSAL DA PAZ: Eliane Potiguara foi nomeada Embaixadora Universal da Paz em Genebra (Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix – Genebra – Suíça).
Além de tudo isso que está na biografia oficial em seu site, ela é também uma pessoa muito, mas muito gentil, maravilhosa e inspiradora que eu tive a honra de conhecer pessoalmente numa festa literária. 💗Site: http://www.elianepotiguara.org.br
Karina Guedes
@okarapóetica
sexta-feira, 27 de março de 2020
TUDO NELA BRILHA E QUEIMA - Ryane Leão
Poeta, professora, Ryane Leão
começou a publicação de seus poemas em
lambe-lambes e espalhando pela cidade e também no Twitter. O projeto @ondejazzmeucoracao, tem milhares
de seguidores no Instagram e propõe um grito de poesia e de luta.
Em 2016 realizou uma campanha de
financiamento coletivo para o lançamento de seu primeiro livro. No ano seguinte
publicou “Tudo Nela Brilha e Queima” (Editora Planeta), marcado pelo ativismo
em defesa dos direitos das mulheres negras, que em 2018 lhe rendeu uma
indicação ao Prêmio Jabuti de literatura.
Ryane também é fundadora do Odara-
English School for Black Girls, escola de inglês para mulheres negras, onde o
trabalho é pautado na resistência da
arte e da educação.
Empoderamento e ancestralidade
dão um tom de luta na cadência de seus versos. Lançou o segundo livro “Jamais
peço desculpas por me derramar” (Editora Planeta) em 2019.
É considerada um nos grandes
nomes da literatura brasileira contemporânea.
sábado, 22 de fevereiro de 2020
O PAÍS DO CARNAVAL - Jorge Amado
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
ANTES DO BAILE VERDE - Lygia Fagundes Telles
Adoro contos! Sem dúvida é um dos meus gêneros favoritos e Antes do Baile
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
UM ÚTERO É DO TAMANHO DE UM PUNHO - Angélica Freitas
É visível que o humor e até mesmo a ludicidade fazem parte de sues versos até hoje. A autora brinca com as palavras num jogo poético que ora faz rir, ora faz pensar, ao mesmo tempo que diverte, inquieta.
O poema que mais gostei é o que dá nome ao livro, ele traz uma reflexão profunda sobre a propriedade do corpo da mulher, quem manda em nosso útero? Por que temos que passar por tantas instituições, estado, igreja, família, para poder decidir sobre nosso próprio corpo?
"pra que serve um útero quando não se faz filhos", esse verso me tocou sensivelmente, pois vem de encontro a uma reflexão que tenho feito nos últimos anos, a não-maternidade. Parece ser fácil, escolher não ter filhos, porém não se pode fugir do tribunal armado que a sociedade nos reserva pelo simples fato de você não querer cumprir um papel ditado pelo patriarcado. Quando você diz não quero ter filhos, logo vem a pergunta, "mas então o que você vai fazer da vida?" Como se parir fosse nosso único propósito.
Pra terminar, devo avisar aos leitores interessados que caso não tenha nenhuma familiaridade com os temas abordados, seria interessante ler a respeito antes. Acredito que pode tornar a leitura mais saborosa.
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sábado, 30 de novembro de 2019
VENDO PÓ...ESIA! - Rodrigo Ciríaco
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